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Este jogo tinha um nome mais específico,
mas realmente não me lembro. É uma derivação
do "pega-pega" tradicional, jogado, neste
caso, por duas equipes, que deverão possuir mais
ou menos o mesmo número de pessoas.
Combina-se onde serão os
"piques" (um para cada equipe), como dois
postes em lados opostos da rua, ou dois pontos em muros
relativamente distantes. Cada equipe deve ficar em seu
pique. Um jogador sai de um dos piques. Nesse momento,
ele pode ser pego por um jogador adversário que
tenha saído de seu próprio pique, depois
dele. Outro jogador pode sair para "proteger"
aquele primeiro, já que este pode pegar o perseguidor
daquele. Em dado momento, podemos ter diversos jogadores
sendo perseguidores e perseguidos ao mesmo tempo.
Um jogador pego, deve se dirigir
ao pique do adversário, onde ficará até
ser libertado por um seu companheiro de equipe. Para
tanto, basta que um toque a mão do outro.
Os jogadores capturados, costumam
fazer uma "corrente", na qual um segura a
mão do outro e se o primeiro for tocado, toda
a "corrente" está livre.
Marca-se ponto, quando um adversário
consegue tocar o pique do outro.
Normalmente as equipes se dividem
em "iscas" e "defensores": os primeiros
saem do pique, buscando atrair os adversários
para longe de seu próprio pique; os outros tendem
a ficar próximos ao pique, protegendo-o.
Este jogo é mais divertido
de ser jogado do que se ser descrito...
* Mais uma contribuição,
atendendo aos meu pedidos. Meu irmão, Dr.
SÉRGIO EDUARDO MENDONÇA DE ALVARENGA,
lembrou que o nome deste jogo é "Manda-rua"...
* Iniciada mais uma polêmica
(aliás, é disso que eu gosto!). Um grande
amigo de infância, CARLOS CÉSAR TAVARES
DE CARVALHO, depois de chamar a mim e a meu irmão
de "desmemoriados", lembrou que o nome "verdadeiro"
do pega-pega por equipes é "PIQUE JAPONÊS"...A
pergunta que fica é: o que é então
o "MANDA-RUA"?
*A polêmica acima continua.
Mas aos poucos vamos esclarecendo as coisas. A seguir,
a contribuição do amigo EDSON SERRANO
JR, de Santos/SP, esclarecendo o que é (ou
pelo menos o que era...) o "MANDA RUA".
Meus agradecimentos ao Edson:
"Nossa turma jogava o manda-rua
que era bem simples: jogava-se na rua calçada.
Eram escolhidos dois manda-rua que ficavam na rua e
os outros ficavam na calçada. Os jogadores deveriam
atravessar a rua sem que os manda-rua os pegassem. Podiam
atravessar juntos, um de cada lado, etc....Se ficasse
um só em uma calçada, podia ser pego pelos
dois manda-rua, ai os outros atravessavam para ajudar.
Se os manda-rua subissem na calçada, eram ¨malhados¨.
. Havia um limite de espaço para a calçada
+ / - uns 15 ou 20 metros (dependia do tamanho da turma
(a nossa tinha uns 40 moleques) . Os que eram pegos
viravam manda-rua e pegavam os outros. Era uma correria
só. Ganhava o que conseguisse atravessar a rua
mais vezes sem ser pego. Esse número não
passava de 3 ou quatro vezes".
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Em junho de 2005, o amigo CARLOS
AUGUSTO, do Rio de Janeiro, me mandou
a seguinte mensagem:
"Ola meu nome é
Carlos tenho 25 anos e posso dizer que sou um ótimo
jogador de pega-pega.
Sobre o pega pega existe um outro nome muito popular
no rio de janeiro que se chama Bandeirinha, pois usava
bandeirinhas ou na falta delas galhos de arvore, já
o manda-rua era quando as equipes eram formadas por
ruas diferentes sendo assim a rua ganhadora tinha que
ser reverenciada pela rua perdedora, onde morei chegou
até ter um mini campeonato com 5 ruas onde a
final foi emocionante com direito a serem escolhidos
o melhor driblador, o melhor pegador de bandeira, o
melhor defensor e o mais reclamão ( até
pq sempre tem um que fala mais que brinca) a não
esquecendo tinha a torcida e tudo.
um grande abraço."
Fiquei curioso e pedi a historia
desse "mini campeonato", no minimo
"incomum". E o Carlos esclareceu:
"Olá Mauro,
Bem a história foi o seguinte:(obs tudo
que estarei relatando aconteceu realmente).
Sempre jogávamos na nossa rua só
os moradores, um dia conversando com um amigo da rua
de baixo e eles de brincadeira disseram que eles eram
os melhores do bairro, por coincidência Rafa tava
por perto ele é um morador de outra rua e levou
a sério o desafio nós tb aceitamos. No
dia seguinte Sr.Dirceu meu vizinho estava me chamando
lá encontrei o Rafa da rua de cima Tadeu da Rua
de baixo e mais 3 meninos de outra 2 ruas que não
to lembrado o nome. Sr.Dirceu é um pessoa muito
divertida. Ele sempre gostou de jogos e mesmo sendo
um adulto (na época eu tinha 13 anos) até
participava com agente, ele tb sempre foi muito organizado
já estava com uma prancheta para organizar o
primeiro campeonato de Pique Bandeirinha de Ruas (como
sou do interior do Rio na baixada fluminense as informações
voam mais rápido que a velocidade da luz) .
As regras eram as seguintes tinha que ter 7 participantes
em cada time com direito a 2 reservas mas todos os noves
tinham que ser moradores da rua, cada vez que um defensor
capturava um atacante sem a bandeirinha ele contava
10 pontos com a bandeirinha 25 pontos se o atacante
conseguise ir até a bandeirinha e voltar sem
a bandeirinha era 20 pontos e se o atacante pegasse
a bandeirinha e conseguisse atravessar ganhava 50 pontos..
Quem contaria os pontos seria ele e mas 1 adultos
de cada rua participante com que a "moral fossem
dignas" (palavras ditas por ele mesmo).
Os jogos seriam todas as sextas e sábados
com jogo de ia e volta isso que dizer que na sexta o
jogo era na nossa rua no sábado era na rua do
adversário.
Como eu já falei sobre as informações
de um bairro no interior correm muito rápido
no dia do primeiro jogo a rua do Rafa já tinha
até vendedor de cachorro quente perto do local
teve até que ser retirado do local pois estava
pondo em risco os "atletas".
Teve de tudo família oferecendo sorvetes
aos integrantes de seu time, o pai do DUDU que era o
nosso melhor driblador fazia sempre um lanchinho para
gente antes de nossas partidas e nas vitórias
ainda pagava um picolé pra cada um.
Tudo ocorreu na maior felicidade afirmo que neste
momento estou chorando de felicidade ao relembrar das
corridas, quedas, e tudo que pode acontecer num jogo
de crianças.
Nós não ganhamos ficamos em segundo
lugar. Outro dia conto como foi a final. Mas acho hoje
com 25 anos que a maior vitória foi de todos
que participaram indireto ou diretamente pois não
existe nada melhor que ser e poder agir como uma criança.
Agradeço por vc deixar eu contar esta oportunidade,
e prometo contar como foi alguns jogos e a final que
foi emocionante e complicada com a invasão de
um cachorro no meio da rua.
Abraços a todos e deixo aqui uma mensagem:
"Ser criança não é
apenas um ato de ser e sim um ato DIVINO"
Ao Carlos, o meu muito obrigado
pela contribuição.
E fico aqui me mordendo de raiva
de ter perdido essa competição, que deve
ter sido simplesmente sensacional!
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