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Cama-de-Gato  

Sem dúvida, um dos primeiros instrumentos confeccionados pelo homem foi a corda. Mais grossa, servia para armadilhas, amarrar os inimigos, construir cabanas e etc. Mais fina, servia para redes (de pescar e de dormir...), para amarrar as pontas de flechas, os machados de pedra e, logo em seguida, passou a servir também, depois de tecida, como roupa.

O certo é que basta termos um pedaço de barbante nas mãos, para que passemos a dar nós nele. Em seguida, nos pegaremos enrolando o barbantinho no dedo, ou numa caneta. Logo em seguida ele irá atar uma folhinha de papel... e nossa imaginação já estará definitivamente "amarrada" em sonhos de altos vôos.

O "fio", sempre simbolizou o "atar" o "amarrar". Talvez uma das grandes ofensas que se pode proferir seja a de se chamar alguém de "marionete" de outrem, já que o "marionete" é um boneco, que por estar atado a fios, se movimenta segundo a vontade do manipulador.

No antigo Egito, o hieróglifo da corda com um único nó, significa o "individuo".Porém, o fio simboliza a volta a luz, quando nos lembramos da fábula de Ariadne, que empresta o fio que tecia para que Teseu possa retornar do labirinto, após matar o Minotauro.

São muitas as ilações que podemos fazer do fio com o "tecer", sendo que as Parcas teciam o "fio da vida" de cada um de nós e, quando o cortavam, finda estava a vida.
Parece, assim, no primeiro momento, ser um símbolo eminentemente feminino, ligado a criação da vida.

Porém, não nos esqueçamos do boiadeiro e do pescador. Estes, homens, trançam seus fios em cordas e redes: os primeiros para apanhar o gado, o segundo para apanhar o peixe.

O instrumento "corda" ou "fio", portanto, é útil no trabalho masculino e feminino. E quando unido, tramada e tecido, dá origem à vida. Ou a "cama-de-gato", que simboliza todo esse universo.

Crianças em todo o mundo brincam de "cama-de-gato": em duplas, enlaçam um barbante nos dedos e este é torcido, enrolado, formando desenhos e estruturas, que são passadas de uma criança para outra, sendo que se hábeis os jogadores, infinitas serão as possibilidades.

Maoris da Nova Zelândia, esquimós, índios norte-americanos, africanos, japoneses e, porque não, brasileiros, trançam seus pedaços de barbante, criando figuras e mais figuras, quase sempre da mesma forma. Em 1928, expedições feitas na Austrália, constataram que lá, os aborígines tinham sua versão antiqüíssima de "cama-de-gato".

No Japão é um "jogo de meninas", que é apreciado pelos adultos; esquimós Chugach proíbem que meninos joguem, pois poderiam enrolar seus dedos nas linhas de pesca, quando fossem efetivamente caçar ou pescar.

As figuras formadas, servem para se contar histórias, cantar canções ou mesmo representar objetos de uso diário. Hoje, evoluída, é costume usar-se um elástico, que é trançado também com as pernas.

No Brasil, as figuras básicas tem nomes como "pé de galo" e "caçadores de cabeça".

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