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Jogo tipicamente feminino. Eu não
me lembro de ter jogado na infância. Mas sempre vi as
meninas da rua jogando...
Também é conhecido como “jogo do
osso”, “onente”, “bato”, “arriós”, “telhos”, “chocos” e
“nécara”.
Joga-se com cinco “saquinhos”
feitos de pano e cheios de arroz ou, obviamente, com
cinco pedrinhas.
Já vi em filmes uma variação onde
se joga com pecinhas de metal, lançando-se ao ar uma
bolinha,
O jogo é enganosamente simples:
joga-se as “marias” para cima, deixando-as onde caírem.
A seguir, pega-se uma delas, lança-se para o alto e
apanha-se outra, apanhando-se a que foi lançada ao alto
também. Há variações e “fases”.
Mas é preciso uma boa dose de
habilidade e concentração para se jogar e apanhar as “marias”.
No Wikipédia, tem-se a seguinte
descrição do jogo:
“O
jogo da bugalha é um jogo em que o objectivo consiste em
pegar pedrinhas no ar. Ganha quem passar cinco fases. Na
primeira fase é necessário pegar uma pedrinha de cada
vez. Na segunda é necessário pegar duas de cada vez, e
assim sucessivamente. Quem deixar cair, perde. Esse jogo
também é conhecido, em algumas regiões, como 5 Marias, 7
Marias ou ainda como Aleija Mão
No interior de São Paulo e em algumas
outras regiões do país o jogo é constituído pelas fases:
1º - joga-se todas as peças para cima e
tenta-se aparar o Maximo delas com as costas da mão.
Cada peça que fica nas costas da mão vale dez pontos.
2º - joga-se uma das peças (à escolha de
um dos adversários) para cima, e antes que esta caia,
pega-se outra do chão (neste momento fica-se com as duas
na mão) e em seguida separa esta uma que foi pega ao
lado. Este movimento (jogar, pegar, separar) é chamado
de jogada e repete-se até que acabem as peças.
3º - igual a fase dois, mas nas jogadas
pega-se duas peças por vez.
4º - igual a fase dois, com uma jogada
pegando uma, e outra pegando três.
5º - com as cinco na mão, joga-se uma
para cima e coloca-se as outras quatro no chão. Joga-se
esta uma pra cima de novo e pega-se as quatro.
6º -
faz-se um gol com uma mão (polegar e indicador no chão),
e enquanto se joga uma peça para cima, da uma palmadinha
numa das peças do chão para que estas passem por dentro
do gol. a ultima deve ser empurrada para o gol com uma
única palmadinha. as demais, com duas.
Cada vez que a pessoa termina esta seqüência, volta ao
inicio, somando-se os pontos da jogada anterior.
Se um jogador errar, ele passa a vez para o adversário e
quando voltar a ser sua vez, ele pode continuar do
inicio da fase em que tinha parado. Para iniciar as
jogadas 2, 3 e 4 as peças devem ser jogadas no chão (e
não colocadas).
As peças podem ser, alem de pedras, saquinhos (mais ou
menos 3x4 cm) de tecido cheios de arroz, sementes, e
tudo mais que a imaginação permitir.”
Uma coisa interessante. Cristina Von, em
seu livro
“A
história do brinquedo”, afirma que o jogo tem origens
pré-históricas e seria jogado, por reis e nobres, com
pedras preciosas!
Outra coisa para se pensar: se era jogado
com ossos e sendo um jogo onde as peças são, de alguma
forma, lançadas, sua origem é a mesma dos dados e do
jogo de búzios! Ou seja, mais uma vez, acredito, temos
aqui as artes divinatórias dando origem a um jogo
popular.
Uma grande amiga, Dra. Ângela Kung,
contou que fazia suas próprias “marias”. Mas uma delas,
ela deixava mais cheia, Era a “maria” que era usada para
ser lançada ao alto. Se entendi bem, o jogo ficava mais
fácil assim...

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